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sábado, 1 de setembro de 2007

A fé que depende da ressurreição

Muito me pergunto sobre a fé apoiada na ressurreição de Jesus. Fico espantado como se precisa de um milagre para validar o que Jesus nos trouxe. Penso que se Jesus se tornasse um ladrão bêbado e assassino um dia depois de ter feito o Sermão da Montanha, o que disse lá seria suficiente para mim e levaria para a minha vida, simplesmente bastaria. Não acho que Jesus ressuscitar tenha um peso tão significativo, como algo que substitui toda a sua passagem, que aliás fica em segundo plano, pois a ressurreição basta para quem assim acredita, afinal, ressucitando se tornou deus e acreditar nisso é a porta para a Salvação, como se estivéssemos perdidos e ele, mesmo com todo o exemplo para colocar por terra essa crença, contestada na própria bíblia, fosse um egocêntrico que precisasse disso.

Necessitar desse milagre demonstra que o seu exemplo depende disso. Mas já que se precisa dessa autoridade, será que morrer por isso já não bastaria?

Vejo assim tudo o que Jesus falou como mera estória que justifique o que realmente interessa: dar pretexto para morrer e ressuscitar, para assim fazer por nós aquilo que virou essa justificativa. Ser cristão se tornou algo muito cômodo. Cômodo como a petulância de julgar os outros, acreditando assim que se elevam perante os "incrédulos". Cômodo como idolatrar um totem em vez de ver que esse "totem" é o maior exemplo de amor ao próximo que pisou na Terra e isso deveria ser maior que essa idolatria sem sentido e ser assim um caminho a se viver.

Jesus não é a meta, é o Caminho

É uma pena que o Sermão da Montanha valha menos que esse pseudo milagre, pois veriam que ser pobre de espírito é outra coisa e não isso que cristãos tem se transformado.

Então sobra a pergunta: Se pelo fruto se conhece a árvore, que fazem abrir mão da vida para apenas tirar as pessoas do sol da vida para secarem sob a sombra dessa árvore?

PS: Este blog traz uma enquete a respeito da ressurreição. Vote!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Repercussão cristã


Após séculos de deturpação histórica, o cristianismo causa reações como essas:

"O cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo."
Nietzsche

"primeiro converta os cristãos aos ensinamentos de seus mestre. Quando eu ver os cristãos praticando os ensinamentos de jesus, eu me converterei ao cristianismo."
Mahatma Gandhi

"Cada vez que ouço cristãos falarem de moral, sinto revoltar-me o estômago."
Karlheinz Deschner

"Prefiro o paraíso pelo clima, o inferno pela companhia."
Mark Twain

Será que não tem alguma coisa errada?

domingo, 12 de agosto de 2007

Adoção por casal homossexual

Alguns países já permitem judicialmente a adoção de crianças órfãs por casais homossexuais. Mesmo com polêmicas e brigas na justiça.
As adoções com sucesso mostram que crianças educadas por pais homossexuais não levam a criança a se tornar homossexual (da mesma forma que casais heterossexuais não garantem filhos heterossexuais). Os colegas das crianças adotadas por homossexuais acabam por ver com naturalidade e com isso crescem sem preconceito.

Mas por que colocar esse assunto aqui?
Só lembrar que Jesus nos pediu para amar o próximo como a nós mesmos sem julgar, então fica a pergunta:

Devemos simplesmente amar o próximo e no caso, permitir que uma criança que poderia crescer num orfanato tenha um lar, com pessoas que podem amá-la (e não importa a vida sexual do casal ou o que fazem no quarto, da mesma forma que não nos interessa como o casal heterossexual age em sua intimidade), ou é melhor sermos juizes de Jesus e, dentro da nossa interpretação do que seja o certo, impedir que casais homossexuais adotem essas crianças?