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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O Evangelho de Judas (National Geographics)



Esta é uma revelação que com certeza vai suscitar discussões acaloradas: De acordo com um texto antigo recém-descoberto, o chamado "Evangelho de Judas", o discípulo conhecido por ter traído Jesus pode ter sido o servo mais fiel do Cristo e ter aceitado a desgraça perpétua por levá-lo à morte - devido a um pedido do próprio Salvador.

Examine a mística do pensamento gnóstico do início da era cristã, expresso em palavras escritas em um papiro encadernado em couro e atribuídas ao próprio Jesus.
Ouça as interpretações de quatro estudiosos da Bíblia.
Acompanhe o trajeto deste documento frágil, de sua descoberta no Egito a sua tradução, culminando na apresentação ao mundo.
E compartilhe suas idéias a respeito de como as informações contidas nele podem abalar as bases da fé cristã nesta belíssima Reportagem da National Geographics. Abaixo o vídeo:


O Evangelho de Judas pode ser avaliado na íntegra aqui neste blog.


Dr Rudolph Kasser unindo os pedaços

Parte 1

No filme 1 vemos Irineu decretar esse Evangelho como heresia. O Livro em questão é "Contra as Heresias" escrito em 180 dC, fazendo parte desse blog.


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Os Cátaros


Na idade média, mais precisamente no Século XII, a Igreja tornou-se uma instituição de riqueza e privilégio. Com freqüência, padres e bispos viviam no luxo. Em grande parte, foi como reação contra o esplendor indecoroso da Igreja que o catarismo se enraizou, primeiramente no norte da Itália, e depois por todo o sul da França.

Temendo a repressão da Igreja, os primeiros cátaros mantinham-se reservados. Crescendo, puderam assumir-se abertamente sob a proteção de senhores feudais poderosos, capazes de desafiar o papa. No sul da França, o catarismo e outro movimento vagamente semelhante, conhecido como waldensianismo, tornaram-se, na prática, as religiões oficiais. Chegando a um ponto em que se tornou demasiado incômodo tanto para Roma como para a França.


Catolicismo e Catarismo entraram em nítido conflito.

Pelos católicos, a salvação vinha através do sofrimento físico de Jesus, que morreu na cruz, tirando o pecado do mundo e redimir a humanidade.

Pelos cátaros, a redenção da humanidade vinha dos Ensinamentos e do Exemplo que Jesus veio nos dar.


Os cátaros rejeitavam a visão bíblica da criação e, com efeito, todo o Antigo Testamento. Um cátaro alcançava a salvação mediante o conhecimento da verdadeira origem e destino da humanidade.

Ao contrário dos católicos, os cátaros acreditam na reencarnação. Rejeitavam o batismo, a cruz como símbolo, a confissão individual e todos os ornamentos religiosos. Os serviços eclesiásticos eram simples e podiam ser realizados em qualquer parte. Consistiam de uma leitura do evangelho, um sermão breve, uma bênção e a Oração do Senhor. Só tinham duas classes ou graus: os iniciantes e os Perfectis.

A abordagem “de volta ao básico” da liturgia feita pelos cátaros antecipou a simplicidade de algumas das seitas protestantes de épocas posteriores.

O principal ponto de discordância entre eles e a igreja, foi que os cátaros não admitiam qualquer tipo de intemediação entre o homem e Deus. Eles insistiam em que todos podiam e tinham o direito de vivificarem diretamente uma relação com Deus. O que chocou-se frontalmente com a religião romana, hegemônica em toda Europa, e base da estrutura social, cultural econômica e religiosa do Feudalismo, intermediária única e imposta aos homens entre Deus e a Humanidade.

A Igreja Católica que precisava manter o poder, os reconheceu como hereges e tudo fez para evitar a sua expansão.

As regiões cátaras do sul da França estavam sob o controle político do conde Raymond VI de Toulouse, também cátaro. Então a igreja tentou primeiramente levar o povo cátaro de volta a igreja em missões de catequese por monges cistercianos liderados por Bernardo de Clairvaux. Sem muito sucesso, desanimou Bernardo.

Bernardo era vaiado e pelas ruas de Toulouse.

O papa convocou uma cruzada para varrer a heresia de uma vez por todas. Ou seja: extinguir os cátaros da face da Terra.

Muitos cavaleiros franceses atenderam ao apelo do papa que prometeu em compensação para aqueles que participaram da campanha, a partilha e doação das terras aos barões que as conquistassem, ou seja, converter-se-iam em senhores feudais.

Ao povo, além da promessa de Salvação dada pelo papa, quem se unisse a cruzada por no mínimo 40 dias, teria também como incentivo, a posse dos despojos materiais do território conquistado.

Era a primeira cruzada contra um inimigo da igreja dentro da Europa, o que não exigia tempo nem despesas como uma cruzada na Terra Santa.

Os cruzados com 20.000 cavaleiros montados à frente de um enorme exército, em sua primeira grande vitória, tomaram a cidade de Beziers e massacraram quase todos os habitantes, entre eles muitos que se consideravam católicos leais. Quando perguntado ao papa como distinguir entre hereges e católicos, este respondeu: “Matem a todos. Deus se encarregará dos seus”.

Mas a fé cátara era forte e as legiões papais enfrentaram uma longa luta. Quase 40 se passaram antes que os cruzados esmagassem a última resistência armada e células secretas de fiéis cátaros sobreviveram por mais meio século.

A CRUZADA ALBIGENSE Nesta cruzada, na cidade de Albi, recorreu a Simon de Montfort (1209 - 1224) e ao Rei Luis VIII (1226-1229), mas eles não conseguiram erradicar o catarismo de forma definitiva. Foi a Inquisição (1233 -1321), a instituição que realmente o conseguiu.

Uma medida do peso do catarismo sobre seus seguidores pode ser vista na disposição destes para o martírio. Milhares de perfecti, diante da opção entre a morte e a conversão ao catolicismo, negaram-se a renunciar a sua fé. Morreram, às vezes de fome, acorrentados às paredes de calabouços, mas em geral queimados publicamente em grandes piras.








A história e a religião dos cátaros estão sendo cada vez mais conhecidas. É até possível falar de uma renovação, pois suas idéias estão refazendo seu caminho. Com relação a isso, não há dúvida de que uma releitura do Novo Testamento, à luz da exegese cátara, pode trazer uma nova e bela iluminação à compreensão do cristianismo. No alvorecer do terceiro milênio, os cristãos talvez se interessem em buscar nos cátaros algo da essência de sua religião de origem.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Carta ao Papa Dâmaso


São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso, traduziu do grego para o latim a Bíblia que se chamou a Vulgata Latina. Que é a Bíblia para nós, o povo, e serve de referência para as traduções das outras.
São Jerônimo escreveu ao Papa Dâmaso, a respeito da tradução.
Eis o conteúdo da carta:

Caravaggio



"Da velha Obra me obrigais a fazer nova Obra. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro Texto Grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido.

Qual, de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar ( novo ), depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um “sacrílego”, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir e corrigir alguma coisa nos antigos Livros ?

Um duplo motivo me consola dessa acusação : O primeiro é que Vós, que sois o Soberano Pontíficie, me ordenais que o faça ; O segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a aprovação dos maus."

sábado, 12 de agosto de 2006

Livros são mencionados pela Bíblia, embora nao estejam nela

No Velho Testamento
Livro do Convênio (Êxodos 24:4, 7)
Livro das Guerras (Números 21:14)
Livro de Jasar (Josué 10:13) (2 Samuel 1:18)
Livro dos Estatutos (1 Samuel 10:25)
Livro dos Atos de Salomão (1 Reis 11:41)
Livro de Natã (1 Crônicas 29:29) (2 Crônicas 9:29)
Livro de Gade (Mesmo do número 6)
Profecias de Aías (2 Crônicas 9:29; 2:15; 13:22)
Visões de Ido (Mesmo do número 8)
Livro de Semaías (2 Crônicas 12:15)
Livro de Jeú (2 Crônicas 20:34)
Atos de Uzias, Escrito por Isaías (2 Crônicas 26:22)
Livros dos Videntes (2 Crônicas 33:19)
Profecias de Enoque Jude 14
Comentários de Mateus de Nazaré (Mateus 2:23)

Escritos perdidos do Novo Testamento (ou seja, somente mencionados, mas infelizmente totalmente perdidos)
Epístola Perdida de Paulo (1 Coríntios 5:9)
Segunda epístola perdida de Paulo (Efésios 3:3-4)
Terceira epistola perdida de Paulo (Colossenses 4:16)
Epístola perdida de Judas

Os livros da Bíblia em Apócrifos (Escritos do Velho Testamento)
Tobit
Judite
Adição do livro de Ester
Sabedoria de Salomão
Eclesiásticos, ou a Sabedoria de Jesus
Baruque
A carta de Jeremias
Oração de Azarias
Canção dos três Judeus *(Estes são os livros perdidos de Daniel.)
Susana
Sino e o Dragão
1 Macabeus
2 Macabeus
3 Macabeus
4 Macabeus
1 Esdras
2 Esdras
Oração de Manassés
Salmo 151

Escrito do Novo Testamento que tem sido eliminado, mas mencionado
Livro de Maria

Os seguintes textos perdidos são mencionados em História Eclesiástica, de 337 d.C., pelo bispo Eusébio de Cesaréia, o qual os suprimiu por considerá-los "heresias".
Atos de Paulo
Atos de André
Atos de João
O Protevangelho
Infância I
Infância II
Cristo e Abgarus
Nicodemos
O Credo dos Apóstolos
Laodiceans
Paulo e Sêneca
Paulo and Theca
Revelação de Pedro
Epístola de Barnabas
O Evangelho Perdido de Acordo com Pedro
Evangelho de Thomas
Evangelho de Matias
Clemente I
Clemente II
Efésios (II)
Magnésios
Tralians
Romanos (II)
Filadelfians
Smaraneas
Policarp
Filipenses (II)
Evangelho referido somente pela letra Q

Algumas destas podem ser referência nos escritos por Marcion, 150 d.C., e Muratoria, 170 d.C.
Sheppard de Hermas
Hermas I (Visões)
Hermas II (Mandamentos)
Hermas III
Cartas de Herodes e Pilatos (Ref. Para o julgamento de Cristo)

Os seguintes são uma lista de Escritos Apócrifos que não mais existem; no entanto, eles são mencionados e referidos em outros, mais recentes, no século 4 d.C. Estes livros somente existem nas referências, eles nunca foram encontrados, mas estão sendo ou foram conhecidos porque muitos cristãos antigos referiam-se a eles em suas cartas (não oficiais, como as Epístolas) e outros tantos escritos religiosos. Alguns eruditos debatem a legalidade destes escritos.
O Evangelho de André
Outros livros abaixo de André
Evangelho de Afiles
O Evangelho de Acordo com os Doze Apóstolos
O Evangelho de Barnabé
Os Escritos de Bartolomeu, o Apóstolo
O Evangelho de Bartolomeu
O Evangelho de Basilides
O Evangelho de Cernithus
A Revelação de Cernithus
Uma Epístola de Jesus Cristo para Pedro e Paulo
Vários outros livros abaixo do nome de Cristo
Uma Epístola de Cristo (produzido por Manichees)
Um Hino, ensinado por Cristo para seus Discípulos
O Evangelho de Acordo com os Egípcios
Os Atos dos Apóstolos
O Evangelho de Ebonites
O Evangelho de Encratites
O Evangelho de Eva
O Evangelho de Acordo com Hebreus (ou Hebreus II)
O Livro de Helkesaites
O Falso Evangelho de Hesychius
O Livro de Tiago
Os Atos de João
Evangelho de Jude
Evangelho de Acordo com Judas Iscariotes (Encontrado! Ver reportagem)
Atos do Apóstolo Leucius
Atos do Apóstolo Lentitus
Atos do Apóstolo Leontius
Atos dos Apóstolos Leuthon
Os falsos Evangelhos, publicado por Lucianus
Atos dos Apóstolos (usado por Manichees)
O Evangelho de acordo com ou de Marcion
Livros abaixo de Mateus:
O Evangelho de Matias
As Tradições de Matias
O Livro de Matias
O Evangelho de Merinthus
Evangelho de Acordo com os Nazarenos
Os Atos de Pedro e Thecla
As Pregações de Pedro e Paulo
As Revelações de Paulo
O Evangelho da Perfeição
Atos Adicionais de Pedro
A Doutrina de Pedro
O Evangelho de Pedro (não confunda com o Evangelho de acordo com Pedro)
O Julgamento de Pedro
As Pregações de Pedro
As Revelações de Pedro
Os Atos de Philip
O Evangelho de Philip
O Evangelho de Scythianus
Os Atos dos Apóstolos, por Seleucus
A Revelação de Stephen
O Evangelho de Titan
O Evangelho de Tadeu
Os Atos e o Evangelho de Thomas
O Evangelho da Verdade
Contra a Heresia

Modernas descobertas de textos considerados totalmente perdidos. Escrituras Bíblicas
Livro de Moisés
Livro de Abraão (127 e 128, foram encontrados nas tumbas egípcias em 1830.
Profecia de José do Egito 2 Néfi 3
Profecia de Zenoque 1 Néfi 19
Profecia de Neum (Mesmo #130)
Profecia de Zenos (Mesmo #130)